Mercado Financeiro

Risco Fiscal Sob Vigilância: Projeção de Déficit Primário Aumenta e Mantém Pressão sobre os Juros Futuros no Brasil

CNN Brasil
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Risco Fiscal Sob Vigilância: Projeção de Déficit Primário Aumenta e Mantém Pressão sobre os Juros Futuros no Brasil

Apesar do otimismo com a Bolsa, o risco fiscal continua a ser o principal ponto de atenção em Brasília. O mercado espera a divulgação do Relatório Mensal da Dívida Pública hoje, após o horário da tarde. As incertezas fiscais, como a pressão por gastos e a falta de medidas concretas para recompor a arrecadação após a caducidade da MP do IOF, continuam no radar.

O Banco Central (BC) está sob vigilância intensa para manter a política monetária “apertada” com a Selic a 15%. O Comitê de Política Monetária (Copom) enfatizou que manterá os juros altos por um “período prolongado” para garantir que a inflação seja alcançada.

O temor fiscal, que já levou o Ibovespa a registrar quedas significativas, é o principal fator de pressão sobre os juros futuros (DIs). O BC está atento à possibilidade de o crescimento econômico estar se desacelerando, o que poderia levar a uma revisão na Selic.

Apesar do risco fiscal, a Petrobras pode ter um efeito positivo no mercado, com a expectativa de que o sucesso da exploração da Margem Equatorial e os balanços corporativos ajudem a sustentar o Ibovespa.


Análise do Investidor:

  • Como isso impacta o mercado? O risco fiscal eleva o custo de captação do governo e pressiona os juros futuros (DIs), limitando o potencial de queda da taxa Selic e a valorização total dos ativos brasileiros.
  • O que isso muda nos seus investimentos? Reforça a atratividade da Renda Fixa Pré-Fixada e IPCA+, que oferecem prêmios altos devido à percepção de risco fiscal e inflacionário, garantindo retornos acima da inflação esperada.
  • Como isso te beneficia ou prejudica? Prejudica se o risco fiscal se concretizar, o que pode levar a um aumento da inflação e desvalorização do Real. Beneficia quem está alocado em Renda Fixa de longo prazo, aproveitando os prêmios atuais.
  • Que efeitos isto causa no mercado global? Causa cautela, mas não pânico. Agências como S&P e Moody’s monitoram a situação de perto, e a falta de disciplina fiscal pode dificultar a atração de investimento estrangeiro de longo prazo.

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