Resiliência na Crise: Banco Mundial Aumenta Projeção de Crescimento para a América Latina em 2026, Mas Alerta Sobre Inflação e Dívida
Em um sinal de resiliência econômica regional, o Banco Mundial elevou sua estimativa para o crescimento econômico da América Latina e do Caribe em 2026. A economia da região deve crescer 2,5% em 2026, uma pequena alta em relação à previsão anterior de 2,4%. A previsão para 2025 permaneceu estável em 2,3%.
Apesar da revisão positiva, a América Latina continua sendo a região de crescimento mais lento do mundo, enfrentando o desafio da inflação persistente, alto endividamento e as crescentes incertezas geradas pelas políticas tarifárias dos Estados Unidos. A vice-presidente do Banco Mundial para a região, Susana Cordeiro Guerra, ressaltou que os governos locais têm preservado a estabilidade através de repetidos choques, mas agora o foco deve ser acelerar reformas para melhorar o clima de negócios.

Especificamente para o Brasil, a estimativa de crescimento em 2025 permaneceu em 2,4%, com uma desaceleração prevista para 2,2% em 2026. A resiliência brasileira, juntamente com a do Ceará, que registrou um crescimento de 3,8% no 2º trimestre mesmo com a Selic elevada, demonstra a capacidade de o país absorver incertezas globais e manter a criação de empregos.
Os governos da região são incentivados a investir em infraestrutura e mobilizar capital para garantir que a base de estabilidade não seja corroída. O relatório do Banco Mundial, publicado em 7 de outubro de 2025, serve como um alerta para a necessidade de reformas estruturais urgentes para que a América Latina possa atingir um ritmo de crescimento mais robusto.