Racha Climático em Wall Street: JPMorgan, Barclays e Outras Saem de Aliança Global de Bancos após Vitórias de Trump
A aliança climática global de grandes bancos (GFANZ – Glasgow Financial Alliance for Net Zero) está sob pressão intensa e viu a saída de membros importantes nos últimos dias. Gigantes de Wall Street como JPMorgan e Barclays, entre outras instituições globais, decidiram deixar o grupo. A aliança, criada em 2021 com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), tinha como objetivo alinhar trilhões de dólares em ativos com as metas de zero carbono.
O enfraquecimento da aliança é atribuído, em grande parte, à vitória de Donald Trump e ao aumento da pressão política nos Estados Unidos. As regras e compromissos climáticos rígidos do GFANZ tornaram-se um ponto de atrito em um cenário político onde a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) tem sido alvo de ataques e críticas por supostamente prejudicar o crescimento econômico e o setor de energia.

A saída desses bancos reduz significativamente o capital e a influência do GFANZ, que perde força em seu papel de ditar os padrões ESG para o setor financeiro. Analistas veem essa dissolução como um revés para a cooperação global em finanças climáticas, mas não necessariamente para os investimentos sustentáveis em si, já que muitos bancos mantêm suas próprias metas ESG.
O racha demonstra como a geopolítica e as mudanças de governo podem afetar o futuro das finanças sustentáveis. Com a perda do apoio de grandes players, o mercado deve buscar um novo mecanismo para financiar a transição energética e climática, um tema que será crucial na próxima COP30, no Brasil.