Mercado Financeiro

Ouro e Prata em Disparada: Metais Preciosos Batem Máximas com Tensão Comercial e Confirmação de Expectativas de Juros Baixos

Estadão E-Investidor
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Ouro e Prata em Disparada: Metais Preciosos Batem Máximas com Tensão Comercial e Confirmação de Expectativas de Juros Baixos

Os metais preciosos continuam sua trajetória recorde. O ouro atingiu uma nova máxima de US$ 4.200 a onça, e a prata avançou para US$ 53,55 por onça, impulsionados por uma combinação de fatores de risco e política monetária.

O suporte veio do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), que confirmou as expectativas do mercado ao sinalizar que a atividade econômica e o emprego estavam estáveis, mas notando “aumento de demissões e redução nos gastos das famílias de classe média e baixa”. Essa leitura reforça a tese de que o Fed tem espaço para novos cortes nas taxas de juros, o que historicamente impulsiona o ouro.

A alta dos metais é amplificada pela aversão ao risco gerada pelas ameaças persistentes de tarifas entre EUA e China. A busca por ativos de segurança, diante da incerteza geopolítica e do shutdown nos EUA, mantém o ouro e a prata como os grandes destaques do mercado.

O preço do ouro disparou mais de 6% na última semana, e a prata superou o recorde de 1980. Analistas do Bank of America já preveem que a prata pode chegar a US$ 65 por onça em 2026, consolidando-a como uma alternativa de hedge acessível ao ouro.

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