Mês Turbulento: Dólar Fecha Outubro com Queda de 1,77% Após Bater Máxima de R$ 5,50 e Cotação Segue “Microclima” de São Paulo
O mês de outubro foi marcado por uma montanha-russa no câmbio. O dólar à vista fechou o mês com uma queda acumulada de 1,77%. No ano, a moeda americana acumula queda de 12,50%.
O câmbio refletiu o humor volátil do mercado: o dólar saltou para a máxima de R$ 5,50 após o “tarifaço” de Trump e o risco fiscal, mas recuou com o otimismo gerado pelos dados de inflação e o alívio nas taxas dos DIs. A variação diária no câmbio tem sido comparada ao “volátil microclima de São Paulo”.

A queda semanal do dólar ajuda o Ibovespa, que fechou a semana passada em alta de 0,70% e acumulou um avanço de 1,79% no mês. O dólar mais fraco é visto como um fator de impulso para as bolsas estrangeiras em termos de dólar.
A expectativa do mercado é que o dólar continue volátil em novembro, com as eleições nos EUA e as negociações comerciais sendo os principais drivers.
Análise do Investidor:
- Como isso impacta o mercado? A queda mensal do dólar favorece o fluxo estrangeiro para a B3 e impulsiona ativos brasileiros. No entanto, a alta volatilidade (máximas de R$ 5,50 e mínimas próximas de R$ 5,30) exige cautela.
- O que isso muda nos seus investimentos? A desvalorização do dólar torna os retornos das bolsas estrangeiras (medidos em dólar) mais atrativos. Para investidores com portfólio no exterior, a queda cambial reduz o retorno em reais.
- Como isso te beneficia ou prejudica? Beneficia quem está importando ou viajando (câmbio mais favorável). Prejudica quem exporta ou possui grande parte do patrimônio em dólar.
- Que efeitos isto causa no mercado global? O enfraquecimento do dólar (DXY em queda) é um fator que sustenta o rali de commodities e o crescimento de mercados emergentes.