Mais um Adeus à B3: Companhia com 187 Anos Finaliza Fechamento de Capital Após Aquisição e Engrossa Lista de Saídas
A B3 registra a saída final de mais uma companhia de capital aberto, reforçando a tendência de fechamento de capital. A tradicional Wilson Sons, com 187 anos de história, completou seu ciclo na bolsa brasileira. A despedida ocorre após a MSC (Mediterranean Shipping Company) adquirir o controle total da companhia em um leilão que movimentou R$ 2,4 bilhões.
O fechamento de capital da Wilson Sons, uma das maiores operadoras de logística e portuária do país, ocorre em um momento de jejum de IPOs tradicionais na B3. A tendência de go private é motivada pelos altos custos de listagem e pela baixa liquidez de alguns papéis.

A saída da Wilson Sons, assim como os planos recentes do Banco Pan e da Gol, sinaliza que os fundos e controladores veem maior valor em fechar o capital para simplificar a estrutura e reduzir os custos de conformidade.
A B3 tenta reverter a tendência, buscando acelerar a liquidação de ações (D+1) para fomentar a liquidez e a permanência de empresas.
Análise do Investidor:
- Como isso impacta o mercado? O fechamento de capital de empresas tradicionais reduz a diversidade de opções na B3, mas a aquisição pela MSC injeta capital estrangeiro no país.
- O que isso muda nos seus investimentos? Aumenta o foco em empresas com boa liquidez. Para quem tinha a Wilson Sons, o dinheiro da venda deve ser reinvestido.
- Como isso te beneficia ou prejudica? Beneficia os acionistas que receberam o prêmio da aquisição. Prejudica a B3 ao diminuir o número de listadas.
- Que efeitos isto causa no mercado global? A aquisição pela MSC, uma player global, mostra o interesse contínuo em ativos de infraestrutura brasileira.