Alívio no Atacado: IGP-M Cai Mais do que o Esperado em Outubro e Confirma Desaceleração da Inflação de Aluguéis
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma queda em outubro mais acentuada do que o esperado pelo mercado. A expectativa era de queda de 0,22%, mas o índice caiu em outubro, e agora acumula em 12 meses um avanço de apenas 0,92%.
O principal responsável pelo recuo foi o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e caiu 0,59% em outubro. O recuo de preços no atacado é um sinal positivo para o futuro do IPCA (inflação ao consumidor).

O resultado do IGP-M, conhecido por ser o índice de correção dos aluguéis, traz um alívio para inquilinos e para o custo da construção, com o INCC (Custo da Construção) subindo apenas 0,21%.
A queda do IGP-M ocorre em um cenário de alta de mais de 80 milhões de endividados no Brasil. A inflação mais suave pode dar espaço para o Banco Central ser menos restritivo com a taxa Selic no futuro.
Análise do Investidor:
- Como isso impacta o mercado? O IGP-M em queda reduz o risco inflacionário de curto prazo e impulsiona o mercado de juros futuros (DIs). Isso favorece a queda da Selic no médio prazo e traz um respiro para o setor de varejo e construção.
- O que isso muda nos seus investimentos? Favorece a Renda Fixa Pré-Fixada e os FIIs de Tijolo, que se beneficiam de juros futuros em queda. Mantém a atratividade de títulos de inflação indexados ao IPCA.
- Como isso te beneficia ou prejudica? Beneficia a maioria dos brasileiros, pois os contratos de aluguel corrigidos pelo IGP-M tendem a ter reajustes menores.
- Que efeitos isto causa no mercado global? Tem impacto principalmente local, mas complementa o cenário de desinflação global, aliviando o estresse sobre o custo das commodities no atacado.