Alívio Inflacionário: Juros Futuros (DIs) Recuam com IPCA-15 de Outubro Abaixo do Esperado, Reforçando Apostas no Corte da Selic
O mercado de renda fixa reagiu positivamente aos dados de inflação do Brasil. O IPCA-15 (prévia da inflação oficial) desacelerou para 0,18% em outubro, vindo abaixo da mediana das projeções.
A desaceleração da inflação reforça a tendência de que o Copom (Comitê de Política Monetária) deve iniciar o ciclo de cortes de juros. Como consequência, as taxas dos DIs (juros futuros) estão recuando em toda a curva, refletindo a diminuição do risco inflacionário.

O recuo foi puxado, principalmente, pela deflação em carnes e o recuo de itens in natura na alimentação em domicílio. O dado de inflação mais suave pode dar espaço para o Banco Central ser menos restritivo com a taxa Selic no futuro.
Apesar do otimismo, o mercado ainda projeta que o IPCA encerre o ano acima do teto da meta, o que justifica a cautela do BC.
Análise do Investidor:
- Como isso impacta o mercado? O IPCA-15 em queda aumenta a probabilidade de o Banco Central se tornar mais “dovish” (suave) em futuras reuniões, favorecendo a queda dos juros futuros (DIs).
- O que isso muda nos seus investimentos? Favorece a Renda Fixa Pré-Fixada, que ganha valor quando a inflação esperada cai. Beneficia ações de construtoras e varejistas, que se beneficiam de juros menores.
- Como isso te beneficia ou prejudica? Beneficia quem está posicionado em ativos que ganham com o corte da Selic.
- Que efeitos isto causa no mercado global? O dado de desinflação no Brasil é um contraponto positivo ao cenário global, mostrando que a política monetária está funcionando nos emergentes.