Alerta no Consumo: Analistas Preveem Piora na Inadimplência de Cartões de Crédito e Exigem Cautela de Bancos e Varejo
A temporada de balanços do 3º trimestre (3T25) acendeu um novo alerta no mercado: a inadimplência, especialmente em cartões de crédito e crédito pessoal, deve piorar nos próximos trimestres. Analistas de bancos como o JPMorgan estão projetando um aumento na deterioração do crédito de consumo.
A preocupação com a inadimplência é um fator que pressiona o setor financeiro e de varejo. Embora bancos como o Santander tenham se saído bem, o resultado abaixo do esperado do Bradesco (BBDC4) com baixa rentabilidade (ROE) sinaliza a dificuldade de gerar lucro em meio ao risco de crédito.

O crescimento do crédito no Brasil está sendo impulsionado, em parte, pela alta renda, enquanto a baixa renda e as pequenas empresas lutam com os juros altos. Analistas preveem que a inadimplência deve começar a ceder apenas no segundo semestre de 2026.
A manutenção da taxa Selic em 15% pelo Copom e a taxa de juros do cartão de crédito (rotativo) permanecendo acima de 400% ao ano tornam o cenário do crédito de consumo um dos principais riscos para o balanço do 4T25.
Análise do Investidor:
- Como isso impacta o mercado? A projeção de piora na inadimplência pressiona as ações de bancos e varejistas que dependem muito do crédito (ex: varejo de eletrônicos), aumentando o provisionamento para devedores.
- O que isso muda nos seus investimentos? Sugere cautela em bancos com ROE baixo e varejistas com alto risco de crédito (credito próprio). Favorece bancos que se concentram em clientes de alta renda (menor risco).
- Como isso te beneficia ou prejudica? Prejudica ações de crédito e consumo. Beneficia investidores em títulos de crédito privado (CRA, CRI) que exigem maior spread e segurança.
- Que efeitos isto causa no mercado global? A inadimplência de consumo é um tema global, sendo monitorada pelo Fed.