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Novo Atalho na Bolsa: IPO Reverso é a Saída de Empresas para Estrear na B3, Mas Levanta Alertas sobre Governança

InfoMoney
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Novo Atalho na Bolsa: IPO Reverso é a Saída de Empresas para Estrear na B3, Mas Levanta Alertas sobre Governança

Em um cenário de “seca” de IPOs tradicionais, que já dura mais de quatro anos na bolsa brasileira, algumas empresas estão encontrando um atalho para estrear na B3: o IPO Reverso. A modalidade, que é um tipo de reorganização societária, tem permitido que novas companhias acessem o mercado de capitais sem passar pelo crivo rigoroso de uma oferta pública inicial convencional.

A velocidade do processo é uma grande vantagem para as empresas estreantes, mas o método levanta sérias questões para o investidor de varejo. O principal risco é que a empresa que utiliza o IPO Reverso não precisa passar pela avaliação e aprovação prévia da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) como em um IPO tradicional, o que gera preocupações sobre a governança e a transparência de sua atuação.

Apesar dos riscos, o movimento reflete o desespero das empresas em buscar capital. O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou que a Bolsa está em um patamar de valuation onde as empresas estão tão baratas que o investidor enxerga que vale a pena comprar, o que tem incentivado as recompras de ações da própria B3.

O investidor deve ficar atento: embora o IPO Reverso traga novas opções para a B3, é crucial que se avalie a saúde e a transparência da empresa, que não teve a mesma fiscalização de um IPO padrão.

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